Lançamentos SC
Tendências

Morar em Jurerê Internacional: o Bairro Planejado Que Virou Endereço de Referência em Florianópolis

Leitura de 7 minutosPor Lançamentos SC
Compartilhar
Praia de Jurerê Internacional, Florianópolis. Foto: Rafael Ghidini (CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons).
Praia de Jurerê Internacional, Florianópolis. Foto: Rafael Ghidini (CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons).

Jurerê Internacional é o raro caso de bairro brasileiro que nasceu desenhado no papel antes da primeira casa. O traçado das ruas, a largura das calçadas, a fiação enterrada e a faixa de vegetação que separa as quadras do mar não aconteceram por acaso: foram projetados nos anos 1980 pelo grupo Habitasul, que comprou a antiga fazenda e decidiu fazer ali um balneário de padrão europeu. Quarenta anos depois, é esse projeto que continua explicando por que o metro quadrado da região é o mais caro de Santa Catarina.

O que a palavra "planejado" significa na prática

Quem visita Jurerê pela primeira vez costuma reparar no que não está lá: não há poste com emaranhado de fios, não há calçada quebrada por raiz de árvore, não há muro alto de três metros interrompendo a rua. A infraestrutura foi instalada antes da ocupação, e não depois — o que muda tudo na hora de morar.

  • Fiação subterrânea em praticamente todo o bairro, o que significa menos queda de energia em dia de vendaval e uma vista de mar sem cabo atravessado.
  • Saneamento próprio, com estação de tratamento dimensionada para o bairro cheio, no pico do verão.
  • Ruas largas e arborizadas, com ciclovia e calçada contínua — dá para ir da casa à praia a pé ou de bicicleta sem disputar espaço com carro.
  • Gabarito baixo: a regra de altura preserva a linha do horizonte, e é por isso que o bairro é de casas e de prédios de poucos andares, não de torres.

O mar que muda o perfil de quem mora

A praia de Jurerê fica voltada para o norte, protegida pela ponta da Daniela de um lado e pela Ponta Grossa do outro. Isso produz uma água mais calma e mais quente do que a do leste da ilha, onde o mar é aberto e o vento sul chega inteiro. É a diferença entre uma praia para surfar e uma praia para entrar na água com criança pequena.

Esse detalhe geográfico, que parece secundário, é o que puxa boa parte da demanda imobiliária do bairro. Famílias com filhos pequenos, aposentados e quem tem barco procuram exatamente esse tipo de mar. A marina de Jurerê, na ponta oeste, é uma das poucas da ilha com estrutura para embarcações maiores.

Fortaleza de São José da Ponta Grossa, vista do alto
Fortaleza de São José da Ponta Grossa, na ponta oeste de Jurerê. Foto: Eduardopaivacampinas (CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons).

A Fortaleza de São José da Ponta Grossa

No extremo oeste da praia, uma fortificação de 1740 guarda a entrada da baía norte. Foi construída para defender a ilha de invasão espanhola, restaurada nos anos 1990 e hoje é museu aberto à visitação, com um dos melhores pontos de pôr do sol da região. É o tipo de vizinho que um bairro planejado não consegue projetar — e que ajuda a explicar por que Jurerê não é só condomínio novo.

O verão e os outros nove meses

Jurerê tem duas personalidades, e vale conhecer as duas antes de decidir morar. Entre dezembro e março, os beach clubs da orla concentram a vida noturna mais badalada do Sul do Brasil, o trânsito na avenida dos Búzios engrossa e o bairro recebe visitante de toda a América do Sul. De abril a novembro, a mesma rua fica silenciosa, a praia fica vazia e o que se ouve é o vento.

Para quem mora o ano inteiro, o verão de Jurerê é uma estação, não uma condição. Quem compra pensando só no réveillon costuma se surpreender com o inverno; quem compra pensando só no silêncio, com o mês de janeiro.

Serviços, escolas e o dia a dia

O bairro tem o Open Shopping, um centro comercial a céu aberto com supermercado, farmácia, restaurantes, academia e serviços — o suficiente para a rotina sem sair de Jurerê. Para o que falta, Canasvieiras fica a dez minutos de carro e concentra rede bancária, comércio popular e atendimento de saúde.

Escolas de ensino básico internacional e bilíngue se instalaram na região norte na última década, acompanhando a mudança de perfil: Jurerê deixou de ser só endereço de veraneio e passou a ter morador fixo, com filho em idade escolar. O centro de Florianópolis fica a cerca de 30 minutos fora da alta temporada, e o aeroporto Hercílio Luz a 45.

O que considerar antes de comprar

  • Jurerê Internacional e Jurerê Tradicional são bairros diferentes. Estão lado a lado na mesma praia, mas o Tradicional é a ocupação anterior ao projeto, com outro padrão construtivo e outro preço. Confira sempre em qual dos dois o imóvel está.
  • A distância até a areia pesa no valor. A primeira quadra tem preço próprio; da terceira em diante, a diferença é significativa e a caminhada ainda é curta.
  • Verifique o gabarito e a convenção do condomínio. O bairro tem regras de altura e de ocupação que limitam reforma e ampliação — e que são justamente o que preserva o valor no longo prazo.
  • Locação por temporada é um mercado real ali. Muitos proprietários alugam no verão e usam o imóvel no resto do ano; se esse for o plano, confira o que a convenção permite.

Um passeio pelo bairro

Antes de decidir, vale ver o lugar com olhos de quem mora, e não de quem passa o fim de semana. O vídeo abaixo percorre as ruas de Jurerê Internacional e dá uma boa noção da escala do bairro, do padrão das casas e da relação entre as quadras e a praia.

Se Jurerê Internacional entrou na sua lista, o passo seguinte é comparar o que está disponível hoje: as construções novas do bairro estão concentradas nas quadras mais afastadas da orla, e os lançamentos costumam sair antes de chegar aos portais de anúncio.

Prefere conversar agora? • Chame no WhatsApp e fale direto com um consultor.

Falar no WhatsApp